Mariana San Martin


O trabalho trata de percepções acerca da construção de um ser: as desconstruções e reconstruções do eu frente às interferências que sofremos do meio, as camadas e camadas de experiências

que se misturam com nosso intimo, as escolhas que, a cada instante, mudam a direção em que caminhamos e criam marcas que nos tornam o que somos.

O processo criativo é bastante experimental, para mim é imprescindível que o material tenha alguma autonomia também, o que cria um paralelo entre a produção artística e o próprio indivíduo. As camadas de tinta, colagem e rasgos sempre surpreendem, muitas vezes saindo do controle, o que me permite descobrir interações e resultados novos sempre, incorporar os “erros” e aceitar que a imprevisibilidade faz parte da criação, assim como faz parte dos seres humanos retratados.

Este conjunto de obras, especificamente, foi criado ao som de jazz, de forma que a música fosse incorporada à arte através das minhas sensações. O resultado é a combinação da complexidade e desconstrução do jazz traduzidas na desconstrução física do papel em meio às interferências de cor e linhas em ritmo.